Leandro Pinheiro Barros, acusado de assassinar a esposa Mônica Cristina Cavalcante Alves Barros, em junho de 2023, no município de São José da Tapera, será julgado pelo Tribunal do Júri no próximo dia 28 de abril de 2026, em Arapiraca. A transferência do julgamento foi determinada para assegurar a imparcialidade dos jurados.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime foi motivado por ciúmes e enquadrado como homicídio por motivo torpe. Mônica, de 26 anos, foi morta a tiros ao deixar uma festa, após uma discussão com o acusado. De acordo com as investigações, Leandro teria se exaltado depois que o pai da vítima fez elogios à filha durante o evento e chegou a agredir o sogro momentos antes do crime.
Conforme apurado, o acusado retornou à residência do casal, buscou uma arma de fogo e, em seguida, executou a vítima em via pública, em frente ao fórum de São José da Tapera. Um vídeo gravado por Mônica pouco antes de morrer, no qual ela relata abusos sofridos, teve a exibição autorizada pela Justiça e poderá ser apresentado durante a sessão do júri.
O laudo pericial confirmou que a morte foi causada por disparo de arma de fogo e apontou indícios de agressões físicas anteriores. Testemunhas relataram que o relacionamento era marcado por conflitos frequentes e episódios de violência.
Após o crime, Leandro fugiu do país e permaneceu foragido por cerca de dez meses, até ser localizado e preso em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Ele foi posteriormente extraditado e transferido para Alagoas.
O julgamento será realizado no auditório do Tribunal do Júri da Comarca de Arapiraca, sob a presidência do juiz Alberto de Almeida, da 5ª Vara. O sorteio dos jurados está previsto para o mês de março, e a defesa, o Ministério Público e as testemunhas já foram intimados.
Com Agências


